O Dia de Finados é um feriado muito importante para diferentes nações, pois nele se reverencia os mortos. Em países de religiões católicas, costuma reunir fiéis na visitação de túmulos e missas.
No entanto, já outras regiões celebram de maneira mais silenciosa e com muita reflexão. Independentemente da forma como cada povo comemora essa data, o objetivo é sempre o mesmo, reverenciar os mortos e refletir sobre a vida que levamos.
Certamente, o momento é propício para pensar nas escolhas que fizemos até aqui e no legado que estamos deixando para as próximas gerações.
Queremos que nossos entes queridos descansem em paz!
A origem da celebração do Dia de Finados
O Dia de Finados foi citado em documentos dos primeiros séculos da Igreja Católica, o que garante esta prática. Por exemplo, a Didaqué (ou Doutrina dos 12 Apóstolos), do ano 100, já mandava oferecer orações pelos mortos. Nas Catacumbas subterrâneas de Roma os cristãos rezavam sobre o túmulo dos mártires suplicando a sua intercessão diante de Deus.
Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no século VII, e em Fulda (Alemanha), nos meados do século. IX.
O Dia de Finados, como hoje é conhecido, foi instituído no século X, na abadia beneditina de Cluny, na França, pelo abade Odilon (ou Santo Odilon [962-1049], para a Igreja Católica). Odilon de Cluny sugeriu, no dia 02 de novembro de 998, aos membros de sua abadia que, todo ano, naquele dia, dedicariam suas orações à alma daqueles que já se foram.
A ação de Odilon resgatava um dos elementos principais da cosmovisão visão católica, a perspectiva de que boa parte das almas dos mortos está no Purgatório, passando por um processo de purificação para que possam ascender ao Paraíso.
Ou seja, no estado de purgação, as almas necessitam, segundo a doutrina católica, de orações dos vivos, que podem pedir para elas a misericórdia divina e a intercessão dos santos, da Virgem Maria e do principal mediador, Jesus Cristo. Nos séculos X ao XV a prática de orações pelas almas dos mortos tornou-se bastante popular na Europa, ficando conhecida pela alcunha de “Dia de todas as Almas”.
O Dia de Finados em diferentes religiões e culturas
Apesar de o feriado do Dia de Finados ser frequentemente lembrado como uma tradição católica, a data é celebrada de diferentes formas e cultos. Afinal, o culto aos mortos não é uma exclusividade do catolicismo, portanto há rituais distintos dependendo da cultura e da região. Entre as principais tradições, podemos citar as seguintes:
Cultura Mexicana
El Dia de los Muertos, como é tradicionalmente conhecido, é celebrado em todo o México até hoje. Uma das principais culturas aos mortos teve origem com os astecas, que tinham como tradição rituais de adoração influenciados pelos indígenas, além de homenagens aos deuses da religião. Ao contrário das homenagens contidas e reflexivas das datas católicas, o Dia de Finados mexicano é tratado de forma totalmente oposta. Há muita festa, comidas típicas, danças e enfeites por todo o país, e as tradicionais caveiras coloridas se espalham por todas as cidades, atraindo milhares de turistas anualmente.
Países asiáticos e cultura oriental
A cultura asiática também tem sua celebração própria para homenagear os mortos. Em países de religiões ligadas ao budismo, como Tailândia e Japão, acontecem rituais e procissões em homenagem aos parentes falecidos.
Há desfiles, música e muita luz, geralmente feitos em templos em meio à natureza.
No Japão, especificamente, é comum que a população faça oferendas com arroz e algas para os mortos. Os pratos típicos são preparados em abundância e depois distribuídos pelos templos religiosos. Além disso, os túmulos são lavados e enfeitados com comida, plantas e pertences antigos.
Como celebramos o Dia de Finados no Brasil?
Enquanto isso, aqui no Brasil, o dia 2 de novembro foi regularizado como feriado nacional pela Lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002.
Aqui, que adotamos a data do calendário cristão, as homenagens são feitas de maneira íntima, por meio de missas especiais ao longo da semana, e um dia dedicado à visita de parentes e amigos ao túmulo dos falecidos.
Mas, o Dia de Finados não é celebrado de nenhuma maneira específica pelos adeptos ao protestantismo. Isso acontece porque não há crença na existência de purgatório, e logo a oração pelos mortos se torna ineficaz para quem crê na religião.
Entre as famílias, há muita homenagem aos parentes, amigos e conhecidos falecidos. Há também votos de esperança a favor dos que partiram, desejando vida eterna em outros planos – conforme a crença de cada um.
Algumas correntes de pensamento sugerem você reverenciar até a sua 7ª linha de ascendentes (antepassados), que chega a 254 pessoas.
Veja quadro abaixo
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